O que é o sexting?

O que é o sexting?

O termo é conhecido mas muitos não sabem bem o que significa, nem de que maneira pode ser usado de modo benéfico. Associado muitas vezes aos adolescentes, o que não é de espantar já que foi um fenómeno que surgiu nesta faixa etária, o termo resulta da junção de “sex”, ou sexo, com “texting” ou seja, mensagens de texto. O acto em si consiste em trocar mensagens ou fotografias de conteúdo erótico ou sexual com o parceiro através do telefone ou redes sociais.

Embora seja quase unicamente associado à troca de fotografias contendo nudez, para um casal pode consistir na troca de pedidos/desejos que pretendem ver realizados quando chegarem a casa. Por outro lado as mensagens podem conter elogios, referências a experiências sexuais anteriores, ou a partilha de fantasias mais loucas. Para os casais mais tímidos, esta pode ser uma boa forma de se expressarem, e uma forma de preliminares que ocorrem ao longo do dia, ajudando a criar intimidade e a apimentar o clima para a hora do sexo.

São várias as razões para o praticar e um uso responsável pode até trazer benefícios às relações sejam elas recentes ou de longa data. O sexting ajuda a manter saudáveis os relacionamentos à distância, e fortalecer a vida sexual do casal, estimular o desejo e intimidade, e é uma forma de partilhar fantasias e desejos para os mais tímidos. Durante o período que está afastado, seja no trabalho ou uma viagem de negócios, o sexting pode ajudar a aumentar a tensão sexual do casal para que o reencontro seja explosivo. Da mesma forma, ajuda a quebrar a rotina, e a lembrar o parceiro que pensa nele e ainda é desejado sexualmente.

No entanto, a facilidade com que é feito também pode trazer desvantagens pelo que é preciso ter alguns cuidados. Algumas pessoas após umas bebidas, tendem a perder a noção da realidade e podem acabar por enviar este tipo de conteúdos a amigos ou pior, a fazê-lo sem o consentimento dos respectivos parceiros, que podem desta forma considerar-se traídos.

No entanto há que ter em conta o tipo de conteúdos que se envia e se o parceiro em questão está disposto a recebe-lo. Um exemplo disso é o envio de fotografias íntimas. Em relações casuais, pouco íntimas, enviar uma fotografia de partes privadas pode ser considerado, pelo seu receptor, como uma forma de assédio. Não só o receptor se sente de alguma forma na obrigação de retribuir, coisa que nem sempre está disposto a fazer, como pode simplesmente não ter interesse em receber esse tipo de conteúdos no telefone ou redes sociais estragando a relação. Para as mulheres, por exemplo, o envio de nudes é uma das principais razões que as levam a deixar de praticar sexting.

O sexting levanta ainda questões sobre fidelidade. Num inquérito realizado pela firma de advogados Slater and Gordon, 35% de um total de 2,150 participantes não considerava sexting um acto de infidelidade. Por outro lado, 62% admitiu que se sentiria culpado por enviar uma mensagem de conteúdo erótico ou sexual a alguém que não fosse o seu parceiro.
Existe também uma clara divisão de género com 49% das mulheres a considerarem o sexting traição contra 34% dos homens. É por isso fundamental estabelecer regras com o parceiro e procurar saber qual a sua opinião sobre o tema.

Por isso, embora seja algo natural e que pode ajudar a apimentar as relações, é preciso cautela e responsabilidade na forma como é feito.

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