Swing e religião: impedimento ou desculpa?

As religiões podem ser verdadeiros pilares na vida de uma pessoa mas quando interferem com a vida sexual, há que pesar bem os prós e contras antes de se limitar a viver uma vida infeliz no campo do sexo.

Se gostava de experimentar swing mas pensa que isso vai contra a sua religião, pense duas vezes. A religião pode ser interpretada de várias formas, consoante a pessoa que lê e analisa os textos bíblicos. O local onde nasceu, a educação recebida, os estudos que completou, todos estes factores vão acabar por influenciar a sua forma de pensar e a maneira como interpreta os valores antigos que ditam a religião. Ninguém diz para a deixar de parte.

Tente apenas adoptar uma mente aberta e moderna, percebendo que não existem verdades absolutas no que diz respeito à relação religião/sexualidade.
Para que não se sinta a cometer nenhum pecado, lembre-se de uma coisa, você não está a mentir ou trair ninguém. Trata-se de algo consentido entre casais, cuja única finalidade é o prazer físico. Tome-se como exemplo a história de Dean e Christy Parave, um casal americano cristão que foi mais longe e criou até um website de swing dedicado a cristãos. O casal passou por uma fase dúvida já que achavam que a prática de swing ia contra as suas crenças. Mas hoje o casal aceitou que a sexualidade em nada contrapõe a fé que sentem e vive uma vida sexual feliz e activa no mundo do swing.

Mas não é preciso ir tão longe. As pessoas que passam pelo dilema moral normalmente foram criadas em ambientes onde reinou o preconceito e a forte pressão para seguir as normas sociais consideradas corretas. Terá de fazer um trabalho de auto descoberta de forma a perceber que não existem verdades absolutas e que o importante é viver uma vida onde não causa dor ou tristeza a ninguém propositadamente.
Para muitos, o confronto swing/religião provém da confusão entre dois conceitos distintos: swing e adultério. Várias pessoas acreditam que ao praticar swing estarão a cometer adultério. Mas trair o companheiro vai além do praticar sexo com outras pessoas. O adultério está associado à mentira, ao facto de ter relações extra conjugais sem que o companheiro saiba ou consinta. No swing, os dois embarcam nessa aventura, sendo ela consentida e aceite no casamento. Não constitui assim adultério.

Até mesmo entre os membros da Igreja existem opiniões contraditórias. Se há bem pouco tempo uma mulher tinha de casar virgem, estando a cometer um pecado se não o fosse, hoje em dia já não é dada importância nenhuma a essa “regra” religiosa. O mesmo se passa com outros “pecados” que aos olhos do mundo foram sendo atenuados face à constante mudança da sociedade e a nossa própria percepção sobre a igreja.
Se tem dúvidas quando a este aspecto, lembre-se que o importante acima de tudo é a ética. Pense nas suas acções e se estas estão a causar transtorno a alguém. Se não for o caso, viva a sua sexualidade sem culpas ou receios e independentemente da opinião de terceiros.

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