Swing: Testemunhos de quem experimentou

Aventurar-se no swing nem sempre é fácil. Mesmo que a vontade sexual seja muita, o medo do ciúme incontrolável, de ser descoberto, de estragar a relação, são apenas alguns dos fatores que levam os casais a desistir de embarcar nesta aventura. Mas será que vale a pena? Conheça o testemunho de alguns casais que não se arrependeram da experiência.

“ Sempre foi um tema em aberto em cima da mesa. Faltava-nos o local, a oportunidade. Um dia a minha mulher sugeriu experimentarmos com uma amiga dela, também casada, e decidimos sair a quatro para ver se nos dávamos bem. Alugamos uma casa no Sul e fomos para lá. Após passeios e jantarada criámos um clima ambiente em casa com música e brinquedos sexuais num dos quartos e decidimos experimentar, A Andreia (minha mulher) acabou a fazer sexo com a Ana e eu com o Rúben. Foi a loucura total. Após um primeiro embaraço decidimos repetir. Agora vamos cerca de 1 vez por mês ao mesmo sitio para nos divertir. Não há tabus ou preconceitos. Só prazer.”

André, 34 anos.

“Comecei por receber o convite do meu marido de má cara e chateada. Senti que a relação tinha chegado ao fim, que eu já não o excitava, que ele precisava de uma mulher mais atraente. Depois de muito pensar percebi que se ele me quisesse trair não precisava de me contar. Isto não era uma traição mas algo feito a dois. Como eu já estava a pensar numa possível separação pensei, “porque não experimentar?”. Foi o que nos salvou. Não que estivéssemos mal antes, mas a minha visão sobre o assunto mudou do dia para a noite. Para mim o swing já não era aquela coisa suja, pecaminosa mas uma forma de experimentarmos as fantasias que só em sonhos realizávamos.”

Anabela,42 anos

“Decididamente o que faltava na relação. Sou bissexual e embora adore o meu marido sempre senti que faltava algo na nossa relação. Quando a monotonia se começou a instalar procurámos tudo para apimentarmos as coisas e foi na Internet que a ideia surgiu. O Rui quase de imediato concordou embora eu tivesse medo dos ciúmes. Após a primeira vez ele disse-me que não conseguia esquecer a cara que fiz quando outro homem me deu um orgasmo. Após alguma conversa e impormos alguns limites, o ciúme deu lugar ao prazer e deixou de ser um problema.”

Catarina, 28 anos.

“ Não vou mentir. Ao inicio foi estranho. Cada vez que a Paula fazia sexo com outro homem eu sentia que ela estava a ter mais prazer do que tinha comigo. Ela libertava-se mais, era mais liberal no que deixava os outros homens fazer e isso deixou-me inicialmente chateado. Só depois de conversarmos me apercebi que eu fazia exatamente o mesmo. Depois de ultrapassada esta fase, começámos também nós como casal a melhorar a nossa vida sexual. Foi muito mais recompensador do que as pessoas possam imaginar.”

Pedro 41 anos.

“Sempre fui adepta das relações abertas. Sempre achei que exclusividade implicava monotonia, frustração e sensação de prisão. Eu e o meu namorado damo-nos bem, somos exclusivos um do outro e honestos um para com outro. Só fazemos swing quando os dois temos disposição e aceitamos sem insistências ou exceções as regras do momento. Se já houve alturas em que era a loucura na cama, agora praticamos soft swing. Não há penetração. Mas no futuro poderá mudar! Uma coisa é certa, beneficiámos tanto a nível sexual como emocional. ”

Mafalda, 25 anos

“Vivia uma relação aberta mas os ciúmes começaram a aparecer. Não queria deixar este estilo de vida e viver uma relação monogâmica mas também não queria perder a minha relação principal. A solução passou pelo swing. Ali fazíamos sexo juntos, não às escondidas. Acabaram os segredos e mentiras. E melhor! Já realizámos a maior parte das nossas fantasias. Já fiz sexo com duas mulheres, com 1 mulher e um homem, sexo grupal e anal. Hoje não queremos outra coisa. “

Abel 33 anos

About the author

Related

JOIN THE DISCUSSION