Mitos sobre as relações abertas

Seja poliamor, swing ou qualquer tipo de relação que envolva mais de duas pessoas, existem certos mitos que as pessoas insistem em perpetuar, que dão uma conotação negativa à pratica deste tipo de sexo. Mas não tem de ser assim.

A sociedade impõe-nos que uma relação é a dois e tudo o que vá além disso está errado. Mas isso faz parte do passado. São cada vez mais as pessoas que se aperceberam que as relações abertas pode trazer inúmeros benefícios para o casal, perdendo o medo de se aventurar neste estilo de vida. Compreenda os maiores mitos e perceba o que não é errado.

1. Só os homens é que gosta de swing ou relações abertas

Os estereótipos de género são outra coisa que tem de terminar. Embora a sociedade nos molde para pensar de acordo com o nosso género, gostar de sexo com várias pessoas em nada depende de ser homem ou mulher. Muitas são as mulheres que hoje em dia propõem aos parceiros experimentar swing ou evoluir para uma relação aberta. Tudo depende apenas do tipo de relação que se deseja e o que se quer experimentar.

2. As pessoas que o fazem são infiéis e não se preocupam com o casamento

Em geral, a infidelidade está relacionada com a mentira. Por isso, nada tem a ver com a prática em questão. Se um casal conversa abertamente e decide como adultos viver uma relação a três ou experimentar um clube de swing, não está a ser infiel. Não está a agir nas costas do parceiro e está inclusivamente a praticar algo com ele (no caso do swing ou sexo em grupo). Mas mesmo no caso do poliamor é sempre algo consentido pelos dois. É possível viver um casamento feliz e com respeito mútuo onde os dois estão empenhados a 100%, mesmo que a reacção não seja apenas a dois. Além disso, cada vez mais se comprovam os benefícios deste tipo de relações. Está por exemplo comprovado que no caso de um casamento estável, a prática de swing pode melhorar a intimidade do casal.

3. Só o pratica quem tem a relação com os dias contados

Se duas pessoas desejam mais variedade nas suas vias sexuais, isso não significa que a sua relação estejam mal. Pelo contrário quem pratica por exemplo swing normalmente tem um casamento sólido ou caso contrário a relação pode não perdurar. Querer variar não é errado.

4. As pessoas que o praticam são viciadas em sexo

Claro que podem haver excepções mas regra geral isto não acontece. Querer praticar sexo em grupo ou ter uma relação aberta não e um desvio sexual. As pessoas são controladas, a única coisa que procuram é variedade e satisfazer os seus fetiches.

5. Depois de o fazer já não há como voltar atrás

Passar de uma relação aberta para monógamo nem sempre é fácil. Mas numa relação sólida e duradoura está a um passo de uma conversa onde a pessoa que deseja largar esse estilo de vida explica o porquê de não se sentir bem em continuar a fazê-lo. E quem sabe se não podem apenas fazer uma pausa e ver se o desejo volta?

6. As pessoas que o fazem são imaturas e egoístas

Cada pessoa tem a sua forma de ser e pensar e claro que não existem regras quer para casais monogâmicos ou polígamos. Mas estar numa relação aberta não implica imaturidade. Por vezes é at+e precisamente o contrário já que é necessário saber conciliar muito bem os valores de respeito e amor do casamento com o erotismo e liberdade de aventura da relação aberta. A prática de uma relação aberta, swing ou poliamor nada põe em causa os valores do casamento.

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