Efeito Coolidge e o swing

Efeito Coolidge e o swing

Muitos tentam explicar o swing de forma científica, talvez como forma de convencer os seus parceiros a pratica-lo ou de justificar o gosto pessoal pela prática. Há quem defenda que a poligamia é a forma natural dos seres humanos, tendo a monogamia sido incutida pela sociedade nos tempos modernos.

Seja como for, a verdade é que não são necessárias razões científicas para justificar o gosto pelo swing já que ele nos permite explorar a nossa sexualidade ao máximo, experimentar orgasmos mais intensos, realizar fantasias ousadas e desfrutar e uma total libertação da mente e corpo.

Ainda assim, os homens vão gostar muito de ler este artigo já que ele sugere uma justificação para a preferência por esta prática.

O efeito Coolidge é, de um modo grosseiro e simples, o efeito que a novidade provoca na libido sexual de um macho. Este fenómeno, descoberto em 1976 pode ser testado em experiências laboratoriais. Quando se coloca um rato fêmea na gaiola com um macho, cedo estes começam a copular, um fenómeno que se repete por várias vezes. Mas passado algum tempo o macho começa a perder o interesse na fêmea e o número de vezes que a cópula ocorre diminui progressivamente. Se, no entanto, retirarem a fêmea da gaiola colocando uma diferente, a líbido do macho aumenta instantaneamente e o número de cópulas volta rapidamente a aumentar.

Segundo os cientistas, esta pode ser a razão pela qual muitos homens sentem necessidade de ter várias parceiras sexuais, sendo esta necessidade de renovação sexual é mais forte nos homens do que nas mulheres.

Claro que nos humanos sentimentos como o amor e a intimidade entram em jogo e o comportamento da mente pode não ser tão linear. Mas no caso dos ratos e outras espécies animais, o aumento da libido deve-se a um aumento na dopamina, uma substância química libertada pelo cérebro associada a felicidade e prazer.

Se este comportamento apenas é maior nos homens por questões sociais, é ainda um mistério. O que é de facto verdade é que as mulheres estão cada vez mais libertas a nível sexual, predispondo-se a aceitar e por consequência a experimentar as suas fantasias mais ousadas, coisa que raramente acontecia no passado por vergonha, medo e tabu. As mulheres são também cada vez mais adeptas de clubes de swing o que mostra a sua abertura para o tema e talvez uma necessidade oculta de ter vários parceiros sexuais ao longo da vida.

Seja como for, se precisava de uma razão cientifica para adorar o swing agora já a tem. Mas lembre-se que não deve tentar forçar psicologicamente alguém experimentar já que cada uma lida com a sexualidade de forma distinta e nem todos temos as mesmas formas de nos satisfazer.

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