Joana e Pedro: uma aventura sem tabus

Joana e Pedro: uma aventura sem tabus

A Joana e o Pedro são um exemplo a seguir para quem deseja praticar swing, ou libertar-se a nível sexual. Falámos com eles para descobrir o que os motivou, quais os medos e dúvidas na altura de experimentar, onde experimentaram, como ficou o casamento deles, e quais as suas práticas favoritas.

Começando pela Joana, alguma vez pensou que iria praticar swing?

Se me perguntassem há uns anos, diria que seria impossível. Eu sempre fui tímida, pouco aventureira no sexo, muito tradicional. A ideia de um terceiro elemento na relação provocava-me logo calafrios. Mas ao mesmo tempo eu não era muito ciumenta. Acho que durante uns tempos limitei-me a seguir o que via os meus amigos fazerem, o que via na televisão.

Como assim? Pode dar um exemplo?

Joana: Se o meu marido queria ir sair com os amigos eu ficava logo receosa. Se dizia que uma mulher era atraente eu ficava zangada. Um dia ele e os amigos combinaram uma despedida de solteiro que envolvia ir a um clube de striptease e eu automaticamente disse que não permitia. Mas ao falar com as mulheres dos amigos dele percebi que nenhuma se importa. Fui com a maré e ele lá foi. E a verdade é que nem me incomodou. Percebi que estava mais preocupada com o que os outros iriam pensar.

Foi assim com o swing?

Joana: Sim foi. Eu há uns anos percebi que muitas das coisas que sentia serem erradas era porque toda a gente as achava erradas. Mas pensando apenas com a minha cabeça, eu sentia-me bem com isso.Por isso, para quê preocupar-me com o que os outros pensam?

Quando surgiu a ideia?

Joana: A nossa relação sempre foi boa e a nível sexual também. Mas eu sempre me recusei a experimentar muita coisa. Ao “crescer” emocionalmente decidi experimentar coisas novas sem me preocupar com o que é “aceitável” ou não. Pensei só no prazer. Experimentamos muitas coisas novas.

Tal como?

Joana: Sexo anal, sadomasoquismo, para dar alguns exemplos. À medida que experimentava via que gostava de algumas coisas, outras nem por isso, mas não havia nada de errado em fazê-las. Mas não foi repentno, foi um processo. Levou meses até eu me “soltar”.

Quem teve a ideia do swing?

Pedro: Fui eu. Com toda esta nova “liberdade” sentia-me muito mais à vontade para falar com a Joana. Para lhe contar os meus desejos sem sentir que ela me julgava. Foi quando decidi contar-lhe o meu desejo de troca de casais.

Como reagiu Joana?

Estranhamente reagi bem. Estava uma mulher nova. Foi libertador. A partir de agora não existiam comportamentos certos ou errados. Eu experimentava e via se gostava. Não gostei de tudo, mas não sentia pudores em experimentar. Disse que aceitava desde que seguíssemos algumas regras.

E quais foram elas?

Joana: Eu só queria que ele fosse honesto comigo. Não queria por em risco o casamento. Teria de ser algo fugaz de uma noite e depois voltávamos ao normal. Disse que não queria fazer daquilo vida. De resto não impus regras. Era aproveitar ao máximo naquela noite, e voltar ao normal.

Teve receio que a relação pudesse piorar?

Joana: Não, nós estávamos bastante próximos a nível emocional. Não achei que ele me iria trocar por outra mulher até porque iríamos fazer sempre uma troca de casais. Nunca quis momentos em separado ou pessoas solteiras. Isso estava fora de questão.

E o Pedro teve dúvidas?

Pedro: Estava preocupado com a Joana. Tinha medo de um ataque de ciumes ou de ela não conseguir voltar a fazer sexo da mesma forma comigo como anteriormente. Uma experiência destas pode mudar um casal.

E como correu?

Pedro: Foi excitante para mim ver a minha mulher em ação. Pode parecer estranho mas é verdade. Eu sabia que ela não me estava a trair, eu estava ali a ver.
Se era suposto ser só uma noite, porque razão voltaram?
Joana: Eu não queria voltar. Cheguei a casa na primeira noite com um misto de emoções. Sentia culpa mas ao mesmo tempo tinha gostado. E se tinha gostado, para quê parar?

 

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