Swing: prazer ao máximo mas sempre com segurança

Swing: prazer ao máximo mas sempre com segurança

Quem é adepto do swing sabe o quão excitante e libertador pode ser esse estilo de vida, que permite realizar fantasias e viver a sexualidade em pleno. No entanto, no meio de toda a excitação, novidade e descoberta podem haver momentos de impulso que levam a descurar as regras de segurança de saúde inerentes à prática de swing. Falamos no uso de métodos de protecção contra doenças sexualmente transmissíveis que nunca deve ser esquecida, mesmo que conheça o parceiro/a em questão.

Uma pesquisa efectuada por cientistas holandeses veio revelar números assustadores, publicados na revista científica “Sexually Transmitted Infections”. Os estudos apontam que os indivíduos com idade acima dos 40 anos têm um elevado risco de contrair DSTs, contribuindo para o alastramento das mesmas entre a população.

Dos nove mil pacientes registados em clínicas especializadas no tratamento deste tipo de doença, 12% eram na verdade swingers cuja idade média ronda os 43 anos. A clamídia e gonorreia por exemplo, têm um índice de 10,4% entre adeptos do swing. O estudo aponta que o risco é mais elevado para as mulheres do que no caso dos homens praticantes da troca de casais.

Um outro estudo publicado na “British Medical Journal” vai ainda mais longe afirmado que indivíduos com idade superior a 45 anos têm um índice de DSTs superiores a prostitutas.
Os números são alarmantes e vêm indicar a necessidade de realizar campanhas de sensibilização e consciencialização sexual entre os praticantes de swing, sexo em grupo ou pessoas que frequentem clubes de sexo.

Embora outros grupos de risco tais como homens homossexuais ou jovens heterossexuais sejam vigiados pelos órgãos de saúde, a crescente prática de sexo em grupo, muitas vezes mantida em segredo, faz com que isso não ocorra nesse caso.

Os altos índices de sexo sem protecção são algo a combater. Vale sempre lembrar que qualquer prática sexual, mesmo o sexo oral deve ser acompanhada das devidas medidas de protecção, sendo o preservativo o único método 100% (ou aproximadamente) eficaz.

Se durante um encontro de swing um parceiro insistir para fazer sexo desprotegido, deve nega-lo e procurar outra pessoa de modo a não por em risco a sua saúde e a dos outros. Mesmo que o momento esteja a ser intenso, convém lembrar que bastam uns segundos para por em risco a sua vida e a dos outros. Esta deve ser uma regra fundamental senão a mais importante do swing.

De resto, basta aproveitar, procurar o maior prazer e desfrutar das vantagens que o swing pode oferecer.

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