Sentimento de culpa por praticar swing: certo ou errado?

Fazer algo que desafia as regras da sociedade em que se vive exige auto disciplina, uma mente forte e aberta, uma elevada auto estima e ser capaz de colocar de lado o que os outros possam pensar sobre nós. E isso nem sempre é fácil.

Alguns praticantes de swing acabaram por desistir devido à pressão sofrida por pessoas que descobriram o que eles faziam, ou por sentimentos de culpa alimentados pela média, redes sociais, e a comunidade de amigos a que pertencem. Se está a lutar internamente para saber se deve continuar ou não, faça a si mesmo algumas perguntas e decida se deve ou não continuar.

Se o resto do mundo não existisse: sente-se feliz?

O importante é que o casal de sinta feliz e não o que os outros pensam sobre o assunto. Muitas pessoas limitam-se a aceitar o que até hoje era uma regra de ouro da sociedade mas a verdade é que as mentalidades mudaram e o sexo hoje em dia não tem necessariamente de ser praticado a dois. Já nem as relações amorosas muitas vezes o são. A poligamia e o poliamor estão a ganhar adeptos e a vida apressada das pessoas faz com que elas procurem sexo rápido descomplicado com muito prazer. Pergunte a si mesmo como se sente em relação ao swing, e esqueça o que os outros pensam. Ser diferente é muitas vezes uma virtude e não um defeito.

1.Fale com a sua cara-metadeculpas no swing

É importante que se sintam os dois felizes. Se um está a convencer o outro a praticar swing, algo não está bem. Esta é uma experiência na qual os dois têm de entrar de cabeça fria depois de muito a ponderar. Caso contrário, podem comprometer a vossa relação. Não coloquem em jogo a vossa ligação amorosa. O sexo vem depois.

2.Os amigos descobriram? Não há crise

Claro que para a maioria das pessoas, o ideal é manter a discrição. Ninguém tem nada a ver com a vida íntima de cada um e geralmente casais que praticam swing optam por clubes longe de casa, do local de trabalho e onde não exista hipótese de se cruzarem com amigos. Mas se houver um azar não desespere. Afinal de contas ninguém tem de o julgar por uma decisão adulta tomada a dois conscientemente. Deixe de parte os tabus e preconceitos. Nem todos os que julgam são na verdade realmente felizes ou bem resolvidos nas suas vidas sexuais. Muitos possivelmente até desejavam secretamente experimentar o mesmo. Não lhes dê explicações, a vida é sua.

3.Porque razão apenas aceitamos socialmente o sexo a dois?

Se pensar bem, o sexo em grupo faz parte da história, já na Roma antiga as orgias eram algo comum e a poligamia é uma realidade em vários países. O facto de apenas aceitarmos um tipo de comportamento mostra uma mente fechada pela maior parte das pessoas. Mas se colocar em perspetiva, até há bem pouco tempo a homossexualidade também não era aceite. Por isso não se sinta mal por pensar fora do comum.

4.Mas no fundo..será errado?

No amor e no sexo não existem certos ou errados. Existem pessoas com desejos e regras que necessitam de impor para que se sintam felizes. Desde que cumpridas por ambas as partes, não há que sentir vergonhas. Aproveite a vida e deixe de se preocupar com os outros. Eles que vivam a vida que querem e deixem-no viver a sua.

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