Maria, a mulher que queria experimentar swing mas tinha medo

Maria, a mulher que queria experimentar swing mas tinha medo

Maria, de nome fictício, é uma mulher de 38 anos que estava casada há 10. Sempre tinha sido feliz com o marido, no campo amoroso e sexual. Se ao início era bastante ciumenta, a idade trouxe-lhe confiança, auto-estima e aos poucos o ciúme descabido foi desaparecendo. Mas isto não significava que ela não se importasse que o marido a traísse. Havia um clima de respeito entre os dois e a traição estava fora de questão mas Maria as já não ficava chateada e furiosa se ele olhava para uma mulher bela na rua, se ele visse um filme pornográfico ou se confessasse ter um fetiche com uma atriz ou até uma amiga.

Claro que nem todas as pessoas são iguais. A mentalidade varia conforme a educação, o meio social onde se insere, a própria maturidade, auto-estima e amor próprio. Não há certos nem errados. Apenas pessoas com desejos e vontades próprias e muita curiosidade em descobrir a sua sexualidade e explora-la ao máximo.

A Maria esclarece algumas dúvidas que passam pela cabeça da maioria das mulheres quando chega a pergunta: devo praticar swing?

Quando é que decidiu que queria praticar swing?
Há uns anos atrás, teria eu os meus 32 anos, o meu marido falou-me em swing, meio a brincar meio a sério. Eu percebi que ele tinha desejo em fazê-lo e que se eu concordasse, tentaria realizar esse desejo o quanto antes. Mas na altura fiquei chateada com ele, tivemos uma grande discussão e não abordamos o assunto durante anos.

Porque razão o assunto a chateou tanto?
Senti-me traída, chocada com a atitude dele. Pensei que ele já não me achasse atraente, que estivesse cansado de mim, que não estava satisfeito com a nossa vida sexual e por isso desejava fazer sexo com outras mulheres. Senti-me feia, em baixo, foi um turbilhão de emoções.

Foi por isso que discutiram?

Sim, acusei-o de não gostar de mim o suficiente, e até mesmo de ser perturbado a nível sexual. Hoje arrependo-me de o ter feito sentir em baixo por um desejo que ele não controla, e que não é de todo errado. Mesmo que eu não gostasse de swing, e ainda hoje continuasse a não gostar, esta não foi a forma correta de lidar com a situação.

Acredita que outras mulheres reajam da mesma forma?

Até pior! Eu era muito ciumenta na altura. E conheço mulheres que também o são. Acabam por sufocar o companheiro, de o fazer sentir mal com a própria sexualidade. Um homem que olha outra mulher bonita na rua não é má pessoa. Assim como uma mulher que faça o mesmo. A atracção sexual distingue-se do amor. É possível conciliar as duas coisas mantendo o respeito.

Quando mudou de opinião?

Ao amadurecer, comecei a ver as coisas com outros olhos. A nível sexual eu própria senti vontade de inovar. E comecei também eu a olhar para outros homens na rua, a ver muitos mais filmes eróticos. A rotina tinha-se instalado e era preciso uma mudança. Comecei a ser mais compreensiva.

Foi nessa altura que começou o swing?

Não. Comecei aos poucos. Começamos a ver filmes pornográficos os dois. Era algo que me fazia confusão antes. Depois um dia experimentamos as webcams. Sexo em grupo mas cada casal em sua casa.

E os ciúmes deixaram de existir?

Na verdade tudo mudou para melhor. O meu marido estava feliz com a minha nova abertura perante a sexualidade, pela confiança extra, pelas coisas novas que estávamos a fazer Aproximou-nos muito mais do que quando estávamos só os dois e eu o impedia de fazer certas coisas.

Quando é que finalmente experimentaram o swing?

Passados uns tempos começamos a falar das nossas fantasias. Eu sabia que ele queria fazer uma menage e confessei que gostava de sexo em grupo apesar de nunca ter sido capaz de o exteriorizar. O swing veio outra vez à baila, desta vez sugerido por mim.

E quando finalmente foram como correu?

Adorei. A primeira vez confesso que estava nervosa. Pensei que me poderia arrepender. O ciúme voltou durante instantes. Haviam mulheres muito atraentes e tive medo que no final ele acabasse por perder o desejo por mim. Mas não foi assim. Tínhamos combinado algumas regras que os dois cumprimos rigorosamente.

Planeiam voltar?

Sem dúvida. Foi melhor para nós a nível sexual, e mesmo amoroso. Somos mais próximos e até fazemos troça daqueles casais demasiado controladores que acabam por passar a maior parte do tempo infelizes. Não há nada de errado com a poligamia. É apenas uma questão mental.

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