Já conhece o Shibari?

Já conhece o Shibari?

A palavra Shibari de origem japonesa significa amarrar. Trata-se de uma técnica japonesa variante do bondage e uma excelente opção para quem se está a iniciar nesse mundo. É uma prática bastante excitante já que desperta os sentidos ao máximo enquanto aliada a uma fantasia de submissão ou dominadora conforme o papel que pretende desempenhar. A ideia é amarrar o parceiro ou parceira recorrendo a cordas de algodão, fibras naturais de arroz e palha ou juta, enquanto o outro faz o papel de dominador. O ideal é irem trocando para que os dois desfrutem ao máximo deste jogo de sedução e experimentem os dois papéis.

O facto de estar submisso desperta uma sensação de medo e surpresa que causam a libertação adrenalina, tornando o sexo muito mais excitante e os orgasmos mais intensos. É o parceiro que controla a acção pondo em prática os seus fetiches enquanto a sua “vítima” não pode fugir. As cordas por sua vez pressionam vários pontos do corpo que estimulam as zonas erógenas, e a pressão provocada vai ajudar a atingir o orgasmo.

Se vai experimentar esta técnica, faça-o com alguém com quem tem intimidade e confiança total. Este tipo de práticas exige um nível de confiança elevado já que uma das pessoas está em submissão e entrega-se totalmente de corpo ao parceiro.

 

 

É necessário ter alguns cuidados ao amarrar a “vítima”. Como toda a prática de sadomasoquismo a ideia é imobilizar e, conforme o gosto, gerar algum desconforto, mas sem tornar o jogo num perigo para a saúde. Evite apertar muito as cordas e se é a primeira vez que vai experimentar o Shibari, use materiais suaves como um lenço de seda ou uma echarpe.
Ao apertar demasiado as cordas ou lenços pode acabar por deixar marcas no corpo ou prender a circulação. Se sentir formigueiros nas zonas amarradas, ou reparar que certas partes do corpo estão a ficar roxas e geladas, desamarre imediatamente as cordas.

É fundamental usar palavras de segurança tais como “verde” para avançar e “vermelho” para parar. Isso ajuda a evitar dores desnecessárias ou desconforto, sem quebrar o clima. Há que cumprir esta regra à risca. A pessoa imobilizada manda, e isso é fundamental. Se não parar quando o parceiro assim o pedir pode acabar por magoa-lo e por em risco todas a práticas deste género. É fundamental haver consentimento mútuo e confiança para saber que pode sair em “liberdade” assim que o desejar.

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