Casamento aberto. Conheça a história na primeira pessoa.

Isabel conta a sua aventura de como foi entrar no mundo das relações abertas e o que é essencial ter em conta num casamento desse tipo.

Há uns anos atrás descobri que o meu marido me tinha traído uma ou outra vez com a sua antiga parceira.

 

Casamento aberto. Conheça a história na primeira pessoa.

Não foi fácil claro. A parte que mais me incomodava nem era o sexo em si, mas saber que ele me mentia. Embora tenha ficado chateada, eu também não estava isenta de culpa. Já há uns meses que andava a namoriscar um colega de trabalho, a quem nunca contei que era casada. Percebi que assim o nosso casamento não ia funcionar. Mas o que me custava é que eu e o Filipe temos uma relação maravilhosa. Sim eu sei que não parece, mas o nível de intimidade e amizade que nos une faz com que queira sempre voltar para casa para ele ao final do dia. Nem toda a gente compreende isso.

Mas as mentiras não podiam continuar. Para sermos um casal teria de haver respeito e honestidade. Tentámos por isso fazer as coisas continuar arranjando uma solução alternativa. O casamento aberto surgiu em cima da mesa. Combinamos que podíamos ter as nossas aventuras pontuais desde que contássemos um ao outro a verdade. De resto, continuaríamos a ter uma relação normal.- Pode parecer estranho mas foi um alívio para mim.

Acho plenamente possível separar o amor do sexo e para mim a conquista é tudo. A adrenalina e o frio no estômago de conhecer alguém novo e ser correspondido. Eu por várias vezes dava por mim a pensar “Eu queria mesmo envolver-me com este homem” mas ao confrontar-me com a ideia de perder o meu marido o medo chegava. Assim, podia ter o melhor de dois mundos! Se é fácil? Bom não posso dizer que seja um conto de fadas.

Às vezes é difícil. Dependendo da fase em que uma pessoa está, não é fácil saber que o nosso companheiro está naquele momento a tentar conquistar outra mulher. Já me aconteceu ler conversas entre o meu marido e uma das suas conquistas e ficar com uma crise de ciúmes imensa. Mas rapidamente olhei para o meu próprio telefone e ao ler as minhas próprias conversas percebi que ele sentiria o mesmo caso as visse.

É um hábito. E não é algo frequente. Viajamos os dois em trabalho cerca de 3 a 4 vezes por ano e é ai que temos as nossas aventuras. Combinámos que seria melhor assim. Uma regra que temos é não termos aventuras com alguém mais do que uma vez, Queremos o sexo e a aventura mas não queremos correr o risco de desenvolver sentimentos.

De resto somos um casal normal. Chegamos a casa do trabalho, vamos às compras, decidimos o que fazer para o jantar, limpamos a casa aos fins-de-semana, temos um grupos de amigos. Quem nos vê nunca suspeitaria do nosso estilo de vida. Mas se não fosse ele, eu e o Filipe já estaríamos de certeza separados.

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